Navio paga valor histórico de R$ 27,4 milhões para atravessar o Canal do Panamá
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Agora no g1
Um navio que transporta gás liquefeito de petróleo (GLP) pagou US$ 5,3 milhões, cerca de R$ 27 milhões, para atravessar mais rápido o Canal do Panamá.
O valor é o maior já pago em um leilão de passagem pela via, segundo Ilya Espino de Marotta, administradora do canal.
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A cobrança ocorre em um momento de redução do tráfego na região. A partir de 3 de setembro, o número de navios autorizados a atravessar o canal por dia cairá de 36 para 34.
Doze dias depois, a quantidade será reduzida novamente, para 32 embarcações por dia.
A medida tem como objetivo economizar água. O canal depende das chuvas para abastecer os lagos artificiais de Gatún e Alhajuela, que fornecem água para o funcionamento da via.
Os níveis dos reservatórios caíram por causa dos efeitos do fenômeno El Niño.
Espino de Marotta confirmou à agência AFP que um navio pagou US$ 5,3 milhões para garantir uma passagem antecipada. Ela não informou qual era a embarcação.
Segundo a Bloomberg, a empresa sul-coreana SK Gas Ltd. fez o pagamento para que o navio G. Spirit atravesse o canal em 1º de setembro, dois dias antes do início das restrições.
"Tivemos três leilões um pouquinho elevados ultimamente", disse Espino de Marotta. Segundo ela, o valor de US$ 5,3 milhões é o maior já registrado.
Cerca de nove em cada dez travessias pelo canal são feitas por meio de reservas.
As vagas restantes são destinadas a embarcações que não conseguiram reservar um horário ou que precisam alterar a passagem por causa de imprevistos. Esses horários são leiloados.
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Importância do Canal do Panamá
O Canal do Panamá liga os oceanos Atlântico e Pacífico e é uma das principais rotas do comércio marítimo internacional.
Cerca de 5% do comércio marítimo mundial passa pela via.
A redução no número de travessias pode aumentar o tempo de espera e elevar os custos para empresas que dependem da rota.
A falta de água já havia provocado restrições no canal nos últimos anos. O problema ganhou força com períodos de seca e com os efeitos do El Niño.
Vista aérea de navio passando pelo Canal do Panamá.
REUTERS/Enea Lebrun